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Produção industrial cai em 13 dos 14 locais pesquisados em abril

Paraná foi o único Estado a registrar pontos positivos

A redução de ritmo observada na produção industrial nacional na passagem de março para abril de 2015, série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 13 dos 14 locais pesquisados, com destaque para os recuos mais intensos registrados por Ceará (-7,9%), Bahia (-5,1%), Amazonas (-5,1%) e Pernambuco (-4,6%). Com os resultados desse mês, o primeiro local acentuou o ritmo de queda observado no mês anterior (-3,9%); o segundo eliminou parte do avanço de 24,0% assinalado em março último; o terceiro reverteu o acréscimo de 0,5% verificado no mês anterior; e o último apontou o terceiro mês consecutivo de recuo na produção, período em que acumulou perda de 9,1%. Região Nordeste (-3,7%), São Paulo (-3,6%), Goiás (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,9%) e Pará (-1,8%) também apontaram quedas mais intensas do que a média nacional (-1,2%), enquanto Rio de Janeiro (-1,2%), Santa Catarina (-0,9%), Minas Gerais (-0,8%) e Espírito Santo (-0,5%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em abril de 2015. Por outro lado, Paraná, com expansão de 1,4%, mostrou o único resultado positivo nesse mês, após registrar recuo de 2,4% no mês anterior.

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Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 1,1% no trimestre encerrado em abril de 2015 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014. Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, oito locais mostraram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Ceará (-3,6%), Pernambuco (-3,1%), Amazonas (-2,6%), Minas Gerais (-2,0%) e São Paulo (-1,8%). Por outro lado, Bahia (3,0%), Pará (1,9%) e Goiás (1,1%) assinalaram os principais avanços em abril de 2015.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 7,6% em abril de 2015, com 13 dos 15 locais pesquisados acompanhando o movimento de queda na produção. Nesse mês, os recuos mais intensos foram registrados por Amazonas (-19,9%), Ceará (-14,7%), Bahia (-12,8%) e São Paulo (-11,3%) pressionados, em grande parte, pelo recuo na fabricação dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e outros equipamentos de transporte, no primeiro local; de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, produtos têxteis e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, no segundo; de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e metalurgia, no terceiro; e de veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos, no último. Região Nordeste (-8,4%), Pernambuco (-8,0%), Mato Grosso (-7,7%) também apontaram quedas mais acentuadas do que a média nacional (-7,6%), enquanto Minas Gerais (-7,6%), Santa Catarina (-6,6%), Rio Grande do Sul (-6,0%), Goiás (-3,2%), Paraná (-2,6%) e Rio de Janeiro (-2,1%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês. Por outro lado, Espírito Santo (14,4%) e Pará (5,8%) assinalaram os avanços em abril de 2015, impulsionados, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo dos setores extrativos e de metalurgia, no primeiro local, e de indústrias extrativas e produtos alimentícios, no segundo.

No indicador acumulado para o primeiro quadrimestre de 2015, frente a igual período do ano anterior, a redução na produção nacional alcançou 12 dos 15 locais pesquisados, com nove recuando com intensidade superior à média nacional (-6,3%): Amazonas (-18,2%), Bahia (-12,3%), Paraná (-8,5%), Ceará (-8,2%), Rio Grande do Sul (-8,1%), Minais Gerais (-7,7%), Região Nordeste (-7,1%), São Paulo (-7,1%) e Santa Catarina (-6,7%). Completaram o conjunto de locais com resultados negativos no fechamento dos quatro primeiros meses do ano: Rio de Janeiro (-5,5%), Goiás (-1,1%) e Pernambuco (-0,3%). Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à diminuição na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias); bens intermediários (autopeças, derivados do petróleo, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas); bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”, motocicletas e móveis); e bens de consumo semi e não-duráveis (medicamentos, produtos têxteis, vestuário, bebidas, alimentos e gasolina automotiva). Por outro lado, Espírito Santo (19,2%) e Pará (8,0%) assinalaram as expansões mais elevadas, impulsionados, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo do setor extrativo. Adicionalmente, Mato Grosso (0,6%) também apontou taxa positiva no índice acumulado do ano.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com o recuo de 4,8% em abril de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2009 (-7,1%). Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas em abril de 2015 e nove apontaram menor dinamismo frente ao índice de março último. As principais perdas entre março e abril foram registradas por Pará (de 8,9% para 7,0%), Amazonas (de -10,9% para -12,5%), Bahia (de -5,1% para -6,1%), Mato Grosso (de 3,3% para 2,4%), Pernambuco (de -1,0% para -1,8%) e Região Nordeste (de -2,4% para -3,2%), enquanto Espírito Santo (de 11,8% para 13,2%) e Paraná (de -8,4% para -7,6%) mostraram os maiores ganhos entre os dois períodos.

Fonte: IBGE

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