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Por que o otimismo é inimigo do seu bolso?

Excesso de otimismo leva investidores a se guiarem pela emoção sem avaliar os riscos das aplicações

São Paulo – Diz o famoso (e sábio) ditado popular: “Tudo o que vem fácil, vai fácil”. Mesmo assim, na hora de entrar em algum investimento mirabolante com promessas de ganho fácil, o que menos se pensa em muitos casos é que esse ganho pode ir embora assim como veio, ou pior, trazer grandes prejuízos. O excesso de otimismo é o que tem levado muita gente a cair em aplicações fraudulentas, gastar mais do que pode e investir ignorando os riscos.

Os efeitos do otimismo exacerbado talvez fiquem escondidos em momentos de euforia econômica, quando os mercados estão em alta e até os investimentos mais arriscados parecem dar sempre certo. Mas, desde 2008, com o estouro da crise financeira, investidores em todo o mundo têm sentido na pele como a confiança cega dos tempos de vacas gordas pode arruinar suas finanças.

Depois do trauma, parte dos investidores ficou mais ressabiada e o debate sobre a educação financeira se ampliou. E uma vertente dessa discussão que ganha força são as finanças comportamentais, campo de estudo da psicologia econômica que analisa como os fatores psicológicos influenciam as decisões econômicas.

Uma das principais estudiosas do assunto no Brasil é Vera Rita de Mello Ferreira, professora de psicologia econômica da Fipecafi e autora de diversos livros da área, entre eles “A Cabeça do Investidor” e “Decisões Econômicas – você já parou para pensar?”.

Para Vera Rita, o otimismo em excesso é o que faz uma pessoa acreditar que os riscos podem atingir sempre os outros, mas não ela. “O otimismo do brasileiro é lindo, mas otimismo descolado da realidade é perigoso. É o que faz alguém acreditar que o cunhado pode se dar mal em um esquema, mas que ele é bom demais para também se prejudicar e vai conseguir sair antes de o esquema desmoronar”, disse a professora durante o Fórum de Educação Financeira promovido pela Visa e pelo Financial Times.

Ela explica que temos uma tendência em acreditar que entendemos mais do que realmente sabemos e que tudo dará certo no final de alguma forma. “Para cair em um golpe não é preciso pedir duas vezes, basta insistir um pouquinho que as pessoas aceitam. Uma proposta de remuneração estável para um investimento de renda variável não é difícil saber que não dá certo, mas muitos entram na aplicação porque a proposta de dinheiro fácil fala mais alto”, diz a professora.

Como entender o seu comportamento pode ajudar seu bolso

A compreensão de que não agimos motivados apenas por fatores racionais e que as emoções têm um papel importante dentro das nossas decisões é a estratégia proposta pelas finanças comportamentais para que sejam evitados os equívocos financeiros.

Fonte: Exame

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