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Inflação oficial perde força em novembro, diz IBGE

Após três meses de aceleração, a inflação perdeu força em novembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, avançou para 0,54% em novembro, após ficar em 0,57% no mês anterior.

A taxa também é menor que a registrada em novembro do ano passado, quando ficou em 0,6%. Presente nas refeições da maioria dos brasileiros, o arroz e o feijão ficaram mais baratos.

O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,77% – abaixo dos 5,84% do acumulado até outubro e dentro da meta de inflação do governo federal, que permite que o IPCA oscile entre 2,5% e 6,5%. Essa taxa de novembro é a menor em um ano. De janeiro a novembro, o índice acumula alta de 4,95%.

A previsão do mercado financeiro, conhecida por meio do boletim Focus, do Banco Central, é que a inflação termine o ano em 5,81%, pouco abaixo dos 5,82% previstos na semana anterior.

Entre os preços de itens pesquisados pelo IBGE, os alimentos tiveram alta de 0,56% – variação menor do que a verificada em outubro, de 1,03%. “Ainda que em Fortaleza tenha ocorrido alta de 1,08%, em outras regiões a taxa foi menor, chegando a 0,21% no Rio de Janeiro, 0,27% em Brasília e -0,04% em Curitiba”, aponta a pesquisa.

Os destaques ficaram com a queda de 1,04% no preço do arroz e de 7,96% no do feijão. Entre os que mostram desaceleração de preços, estão tomate (de 18,65% para 11,58%); farinha de trigo (de 3,75% para 1,67%) e carnes (de 2,23% para 1,46%).

Também seguiram a mesma tendência de desaceleração de preços os grupos de artigos de residência (de 0,81% para 0,35%) e de vestuário (de 1,13% para 0,85%).

Na contramão, registraram alta os preços relativos a despesas pessoais (de 0,43% para 0,87%), com destaques para os aumentos de empregados domésticos (0,97%) e cigarro (3,19%).

No grupo habitação, que também mostrou variações maiores, de 0,56% em outubro para 0,69% em novembro, as principais influências partiram do aumento de 1,63% nas contas de energia elétrica e de 0,52%, nas de água e esgoto.

Os transportes também ficaram mais caros (de 0,17% para 0,36%), puxados pelas passagens aéreas, que apresentaram alta de 6,52% e pelos combustíveis. Foi registrada alta de 0,63% nos preços do litro da gasolina e de 0,94%, nos do etanol.

Houve estabilidade quanto aos grupos de gastos com educação (de 0,09% em outubro para 0,08% em novembro) e saúde e cuidados pessoais (de 0,39% para 0,41%).

Região
Na análise dos índices regionais, o maior foi o da região metropolitana de Fortaleza (0,99%) e o menor, de Salvador (0,39%).

INPC
Também divulgado pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que verifica a variação do custo médio das famílias com rendimento médio entre 1 e 5 salários mínimos (o IPCA é para famílias de até 40 salários mínimos), variou 0,54% em novembro, abaixo do resultado de 0,61% de outubro. No ano, o índice acumula alta de 4,81%, abaixo da taxa de 5,42% relativa ao mesmo período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice ficou em 5,58%, a mesma variação dos doze meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2012, o INPC havia ficado em 0,54%.

Fonte: G1

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