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FACIAP e G7 se manifestam contra invasão na Araupel

araupel

A FACIAP – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, juntamente com o G7, grupo de entidades que representam o setor produtivo no Estado, se manifesta contra a invasão ocorrida na última segunda-feira (6) por integrantes do MST na empresa Araupel, na área do Projeto Quatro, em Quedas do Iguaçu, Sudoeste do Paraná.

De acordo com o presidente da entidade, Guido Bresolin Junior, a situação é contrária à legislação e ao direito de propriedade: “o ocorrido afronta condutas constitucionais que devem ser protegidas, como é o caso do direito a propriedade, contido no art. 5º da Constituição Federal e a Livre Iniciativa”, afirma. A Araupel é reconhecida como uma importante contribuinte para o desenvolvimento econômico das regiões Sudoeste e Oeste do Paraná há várias décadas. Desta forma, a invasão coloca em risco mais de 2 mil empregos, resultando em efeitos econômicos nefastos para a região, especialmente em um momento delicado de crise como o atual.

           Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pelo G7 a respeito do assunto:

O G7 – grupo que reúne as principais entidades representativas do setor produtivo paranaense – vem a público repudiar mais uma afronta às leis e ao constitucional direito à propriedade orquestrada por membros do Movimento Sem-Terra. Novamente, áreas produtivas da Araupel, no Sudoeste do Estado, são atacadas e saqueadas por um grupo de pessoas que, apesar de jamais ter respeitado as leis, sentem-se no direito de ditá-las.

É imperativo, para o bem e para a longevidade da jovem democracia nacional, que os preceitos constitucionais sejam rigorosa e atentamente preservados. Por isso, diante dos fatos ocorridos a partir da madrugada da última segunda-feira (6/7), as entidades apelam às autoridades para que façam prevalecer a Justiça e os direitos contidos no mais importante documento de cidadania de todo brasileiro, a Constituição.

A invasão à área do Projeto Quatro, em Quedas do Iguaçu, é mais uma manobra do MST para inviabilizar projetos, macular a história e desrespeitar uma empresa que sempre se pautou pelo trabalho e pelo zeloso cumprimento de suas obrigações fiscais, ambientais e sociais. Lamentamos profundamente que uma decisão judicial provisória de primeira instância, à qual a própria juíza já atribuiu efeito suspensivo, tenha sido usada como estímulo, incentivo e justificativa para a nova invasão, como vêm afirmando os líderes do movimento em declarações à imprensa.

As duas invasões mais recentes, de julho de 2014 e de agora, contam com reintegração de posse dada pela Justiça. Para o bem da paz social e econômica do Paraná, essas decisões precisam ser firmemente cumpridas pelo governo estadual. Diante de circunstâncias tão graves, não há nada mais importante e urgente que, pelos meios legais, fazer prevalecer a lei e a ordem jurídica.

Mais do que afetar as atividades de uma única empresa, o que por si só já seria condenável, o ato já vem causando prejuízos econômicos para as cadeias produtivas da construção civil, da madeira, da avicultura, da suinocultura, da energia elétrica, do papel e da celulose do Paraná, que têm na Araupel uma importante fornecedora de matéria-prima. Além de prejudicar a imagem de um Estado de tradição pacífica e trabalhadora, inibir novos investimentos em reflorestamentos e comprometer o próprio futuro da silvicultura no país – cujo desenvolvimento foi objeto de recente compromisso assumido pela própria presidenta da República em instâncias internacionais.

Compromete, em especial, a economia dos municípios onde a Araupel atua, que têm boa parte de sua arrecadação proveniente dos impostos pagos por ela, e a qualidade de vida de seus cidadãos, já que a empresa gera mais de 2 mil empregos diretos e indiretos, provendo o sustento de mais de 6 mil pessoas.

Ao mesmo tempo em que a Araupel busca garantir o seu direito à propriedade e à produção, queremos aqui cobrar das autoridades posições corajosas e estadistas que façam valer as garantias fundamentais contidas na Constituição.

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