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Custo Brasil – um antigo empecilho da economia brasileira

O deficit da balança comercial brasileira registrado na primeira semana de janeiro deste ano foi de US$100 milhões, conforme informação divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, nesta segunda-feira (7). As exportações de semimanufaturados tiveram acréscimo de 2,2%, enquanto os manufaturados recuaram 2,4%. Os dados apontam para um empecilho antigo, mas já conhecido: o Custo Brasil, que contribui para evidenciar as limitações da economia brasileira, em especial à competitividade e produtividade.

Para o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac Paraná, Darci Piana, o Custo Brasil nada mais é do que um conjunto de gastos internos, que incidem de forma direta e indireta sobre o processo produtivo brasileiro. “Isto resulta no aumento de preços, queda na demanda, adiamento da expansão de unidades produtivas, menos crescimento do PIB, perda de competitividade, além dos impactos restritivos nas relações econômicas interna e externa”, pontua o presidente da Fecomércio PR. De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Custo Brasil deixa em média 36,27% mais caro um produto brasileiro se comparado a um alemão ou norte-americano.

Piana destaca como principais componentes do Custo Brasil os encargos trabalhistas extensos e elevados, a logística insuficiente, os custos portuários não competitivos, a opção pelo transporte rodoviário em detrimento ao ferroviário, a carga tributária alta para um país em desenvolvimento, a regulação governamental excessiva, a burocracia elevada do setor público além da máquina pública com vícios e desvios éticos. O presidente da Fecomércio PR defende que para haver desenvolvimento e vitalidade na economia são necessários investimentos, reformas tributária e administrativas, simplificação da legislação trabalhista, adequação da mão de obra e estímulos à expansão e modernização do sistema produtivo. “O sucesso dessas ações dependerá da ação conjunta entre os três níveis de governo, da estreita obediência aos parâmetros legais vigentes e da clareza das políticas e assimilação pela sociedade”, enfatiza Piana.

Do campo à indústria encontram-se dificuldades para escoamento das produções, a infraestrutura deficiente encarece o preço dos produtos e sobre o valor final a ser pago pelo consumidor é imposta uma sobrecarga tributária. Com um programa de redução do Custo Brasil, Piana acredita que o país pode ter maior competitividade interna e externa, redução dos custos de produção, queda nos preços finais de mercado, aumento na geração de empregos e agilidade no processo produtivo. “São inúmeros os benefícios resultantes da redução do Custo Brasil, como aumento no poder de compra do consumidor e melhoria da qualidade de vida, fatores que, inegavelmente, contribuirão para um melhor desempenho do comércio varejista interno”, conclui.

Fonte: Fecomércio – PR

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