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Cresce nível de excelência dos pequenos negócios

Os pequenos negócios brasileiros estão mais competitivos, produtivos e apresentam maior qualidade em seus produtos.  É o que revela o Indicador Nacional de Maturidade da Gestão (INMG), metodologia inédita lançada pela Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) em parceria com o Sebrae, cujo objetivo é mensurar o nível de excelência das empresas em critérios como liderança, clientes, processos, estratégias e planos, sociedade, resultados, pessoas e conhecimento; além de boas práticas de gestão. Para gerar o INMG, 700 empreendimentos foram analisados.

Dentre as empresas avaliadas, estão concorrentes ao Prêmio de Competitividade para Micro e Pequena Empresa – MPE Brasil. Os vencedores da etapa nacional da premiação – realizada pelo Sebrae, FNQ, Movimento Brasil Competitivo (MBC) e Gerdau – serão divulgados nesta quinta-feira (4), em Brasília. Serão reconhecidas dez micro e pequenas empresas de todo o país em oito categorias – Indústria, Comércio, Serviços, Turismo, Tecnologia da Informação (TI), Saúde, Educação e Agronegócio -, além do Destaque de Boas Práticas de Responsabilidade Social e Destaque de Inovação.

Ao se observar o INMG das empresas que disputam o prêmio é possível afirmar que os pequenos negócios evoluíram e muito por conta da boa prática de gestão. É o que se constata a partir de um diagnóstico realizado em empreendimentos como o Hotel Villa Oeste, em Mossoró (RN), e a Bios Computadores, de Catanduva (SP).

Em 2008, o hotel concorreu ao Prêmio MPE Brasil, mas não venceu. Este ano, a empresa demonstra uma evolução de 64% em relação a adoção das práticas de gestão. Um dos critérios responsáveis pelo melhor desempenho do hotel foi o aumento do número de clientes e do índice de satisfação. Outro fator positivo foi a melhora na divulgação dos produtos e serviços e o relacionamento com o público. Além disso, a fidelização da clientela atual e captação de novos consumidores foram quesitos que contaram na pontuação. Uma das estratégias usadas pela empresária para atrair hóspedes é a promoção de tarifas durante o final de semana, já que o fluxo de visitantes é maior de segunda a quinta.

O Villa Oeste viu o INMG crescer após investir em melhorias na infraestrutura para atender melhor aos clientes que visitam a cidade, cuja principal atividade é o petróleo, o que justifica a vocação natural do município para o turismo de negócio. Inaugurado em 2007, o Villa Oeste oferecia apenas 60 leitos distribuídos em 35 apartamentos. Hoje, depois das medidas adotadas, o hotel tem capacidade para atender a 200 hóspedes em 83 quartos, e a receita anual chega a R$ 3,2 milhões. A taxa de ocupação gira em torno de 75% durante todo o ano. De lá pra cá, houve ainda geração de emprego. Atualmente são 60 funcionários.

Segundo Paloma de Saboya, proprietária do Hotel Villa Oeste,a expansão do empreendimento pode ser creditada à parceria com o Sebrae. “A instituição norteia nossa gestão. O Sebrae abriu meus horizontes e me fez ver que fazia muita coisa de maneira equivocada”, admite.

Fonte e matéria na íntegra: Agência Sebrae

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