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Comércio paranaense cresceu 5,8% em 2012

Vendas de veículos e de móveis e decorações impulsionaram as vendas


O comércio do Paraná fechou 2012 com saldo positivo. No acumulado do ano, cresceu 5,8% e na comparação de dezembro com novembro, o acréscimo nas vendas foi de 12,62%. É o que revela a Pesquisa Conjuntural do Comércio, realizada pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio PR), em parceria com o Sebrae/PR.

Os resultados foram impulsionados pelo aquecimento natural das vendas relacionadas ao Natal, entrada do 13º salário e, especialmente pelas concessionárias de veículos, que vivenciaram em dezembro o último mês do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido.

O sonho típico do brasileiro, carro e casa próprios, aqueceu a economia do estado. Os segmentos do varejo que tiveram maior elevação nas vendas foram materiais de construção e móveis, decorações e utilidades domésticas. O bom desempenho foi estimulado pela queda nos juros, redução tributária em itens específicos de construção, manutenção dos financiamentos habitacionais e melhoria na renda.

E, com a casa nova, vem a necessidade de preencher e decorar os espaços. O setor de móveis e decorações obteve elevação de 10% no Paraná em geral e passou dos 20% em Londrina (25,58%) e na região Oeste (21,83%). A substituição do mobiliário antigo, a queda do IPI e o financiamento facilitado contribuíram para o aquecimento do setor.

As vendas do varejo no Paraná contaram com estímulos de políticas fiscais e monetárias expansivas do Governo Federal. O mercado de trabalho aquecido, o aumento da remuneração média do trabalhador, a manutenção do financiamento habitacional e para veículos instigaram o consumo das famílias. A menor remuneração da poupança levou o consumidor a antecipar compras, o que refletiu nas vendas. Com os resultados positivos, o nível de emprego também se manteve em alta no Paraná, com 2,28% superiores a 2011.

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR, Darci Piana, as políticas de incentivo à economia não conseguiram elevar o crescimento do PIB conforme o planejado e alguns setores do comércio não tiveram o faturamento esperado. “Em determinados ramos do varejo, as vendas do ano caíram devido a fatores restritivos à demanda, tais como o esgotamento da capacidade de endividamento dos consumidores, a alta do dólar sobre o real que elevou os preços dos importados e o maior rigor na concessão de créditos”, explica. Os menores percentuais de crescimento do varejo foram registrados pelas empresas de combustíveis e lubrificantes, tecidos, lojas de departamentos, vestuário e calçados.

“Esses resultados corroboram a queda nas expectativas positivas dos empresários paranaenses verificadas nas duas Pesquisas de Opinião da Fecomércio de 2012. O empresariado pressentiu os efeitos restritivos da crise externa globalizada e acabou comprovando isso no desempenho das vendas”, completa Piana.

Novas regiões pesquisadas
No fim de 2012, a Pesquisa Conjuntural começou a ser implantada em Paranaguá e litoral e na região Sudoeste. Esta edição apresenta os primeiros resultados obtidos pela colaboração das empresas. A pesquisa detalhada de cada região pode ser acessada no site www.fecomerciopr.com.br.

Acesse os dados completos do Paraná pelo link:
http://www.fecomerciopr.com.br/images/stories/Pesquisa/parana_01_2013.pdf

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